Cultura

Editora Pipoca e Nanquim coloca fala do Bolsonaro em Adolf

Robson Cristian
Escrito por Robson Cristian em 17 de outubro de 2020
Editora Pipoca e Nanquim coloca fala do Bolsonaro em Adolf
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“Cultura é o novo nome da propaganda”, explicava o crítico literário português Fernando Alves Cristóvão. Bem, quando ele disse isso, o nome não era tão novo assim. Fazia quase setenta anos que os comunistas haviam reduzido a cultura a instrumento de propaganda e manipulação, rejeitando todos os seus demais usos e significados como superfetações burguesas puníveis, eventualmente, com pena de prisão. A novidade, nos anos 90, era que esse conceito havia se universalizado, tornando-se regra usual em círculos que antes o teriam desprezado como mero sintoma da barbárie comunista. A expressão mais visível desse fenômeno é a mudança drástica do sentido do título de “intelectual”, hoje conferido automaticamente a qualquer um que engrosse por escrito alguma campanha de propaganda político-ideológica, mesmo que o faça em termos intelectualmente desprezíveis e numa linguagem de ginasiano relapso.

Perdendo a Guerra Cultural, Olavo de Carvalho, Diário do Comércio, 1998.

Osamu Tezuka, o Maurício de Souza do Japão, explicando de um jeito simples, publicou a série Adolf ni Tsugu, mais conhecida como Adof no Brasil, entre os anos 1983 e 1985. Esse é um dos grandes clássicos dos mangás e já foi publicado em diversos países.

Recentemente, a editora Pipoca e Nanquim relançou a obra no país. Ela já tinha sido publicada há uns 15 anos pela editora Conrad. A série passaria por baixo do radar do grande público, exceto por um detalhe num dos volumes – uma diferença de “tradução” entre as duas edições.

A vontade de lacrar foi tanta que os editores (abertamente esquerdistas) alteraram o texto de um clássico para tentar dar uma cutucada no Bolsonaro. Essa é a grande revolta do Imbecil Juvenil que é capaz de danificar o que mais “gosta”, um mangá do grande Osamu Tezuka, para chamar atenção e ser aceito pelo grupo.

Chega a dar pena. Chega a dar pena.

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One Reply to “Editora Pipoca e Nanquim coloca fala do Bolsonaro em Adolf”

Célio Costa

Na ultima aula do COF o professor falou sobre esse fascínio do brasileiro em ser aceito por um grupo, por parecer superior, “provar que elas são um membro aceitável da comunidade”, nisso vale tudo.